Como Presidente desta categoria, tenho o dever de zelar não apenas pelo futuro dos nossos profissionais, mas, acima de tudo, pela segurança da sociedade e pela vida dos pacientes.
Assisto com profunda preocupação à proliferação de cursos facilitadores e, o que é ainda mais grave, à venda de certificados sem qualquer base técnica.
Diante disso, reforço: Imobilização Ortopédica não é uma mercadoria, é um ato de saúde.
O risco é real: Onde há facilidade excessiva, há perigo.
Uma imobilização mal executada por alguém sem formação real pode causar danos irreversíveis, como síndromes compartimentais, lesões nervosas e deformidades permanentes.
Quem facilita a formação, coloca a vida do paciente em risco.
Antes de investir seu dinheiro e sua carreira, verifique estes pontos cruciais:
• Estágio Supervisionado Obrigatório: A imobilização é uma prática técnico-manual que exige presença física. Certifique-se de que a instituição possui convênios reais com unidades hospitalares e se há um preceptor habilitado acompanhando sua evolução. Não se aprende a cuidar de pessoas apenas através de uma tela.
• Acreditação e Registro no MEC / SISTEC: Existe uma diferença fundamental entre cursos livres e cursos técnicos, Verifique o CNPJ da instituição no portal e-MEC ou SISTEC. Diplomas sem registro oficial são nulos; não possuem validade para fins de registro profissional, concursos ou atuação em estabelecimentos de saúde.
• Legitimidade da Entidade de Classe: Cuidado com selos de apoio duvidosos, Verifique se as siglas mencionadas pertencem a uma associação de classe séria, comprometida com a regulamentação e a ética da nossa categoria.
• Cuidado com Formações Relâmpago: Promessas de formação excessivamente rápidas ou 100% online, sem a carga horária prática exigida por lei, são rejeitadas pelo mercado de trabalho e pelas instituições de saúde sérias.
Não comercialize o seu futuro nem coloque em risco a saúde da nossa população.
Valorize a profissão, Respeite a vida.